Hospital São José reforça orientações sobre classificação de risco e uso consciente da emergência

  • 22/07/2026
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Hospital São José reforça orientações sobre classificação de risco e uso consciente da emergência

Aline de Oliveira Gross, enfermeira supervisora da Emergência, detalha o protocolo de classificação de risco e reforça a importância do uso consciente do pronto-socorro


Em entrevista ao programa Tarde Show, com o locutor Gabriel, a enfermeira supervisora da Emergência do Hospital São José, Aline de Oliveira Gross, explicou como funciona a classificação de risco no pronto-socorro, orientou a população sobre o uso correto dos serviços de saúde e esclareceu dúvidas sobre quando procurar o hospital ou o Pronto Atendimento (PA).

Segundo a profissional, pacientes que chegam diretamente ao hospital passam inicialmente pela classificação de risco, que determina a prioridade do atendimento de acordo com a gravidade do quadro clínico, e não pela ordem de chegada. Já aqueles encaminhados pelo Pronto Atendimento (PA) do Centro chegam ao hospital com avaliação médica prévia, indicando a necessidade de atendimento hospitalar imediato.

Entre os casos considerados de maior gravidade estão pacientes com suspeita de AVC, perda de força em membros, sinais de sepse, hipotensão, alteração de temperatura, confusão mental e outras situações que representam risco à vida. Esses pacientes recebem atendimento prioritário.

Na classificação amarela enquadram-se casos como fraturas fechadas e febre moderada, enquanto pacientes classificados como verde apresentam quadros menos urgentes, como dores iniciadas há mais tempo, cálculo renal ou pressão arterial levemente alterada. Já a classificação azul contempla situações que podem ser resolvidas na Atenção Primária, como dores crônicas, dores lombares, curativos e renovação de receitas.

A enfermeira explicou que, em Arroio do Meio, existe um protocolo firmado entre o Hospital São José e a Secretaria Municipal de Saúde. Por meio desse protocolo, pacientes classificados como azul recebem encaminhamento por escrito para atendimento no Pronto Atendimento localizado junto ao Posto de Saúde Central, que funciona de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 20h.

O objetivo é garantir que os casos de menor complexidade sejam atendidos na rede básica, permitindo que o hospital concentre esforços nos pacientes em situação de urgência e emergência.

Apesar de a classificação prever tempos máximos de espera conforme a gravidade, a profissional ressalta que o hospital trabalha para reduzir esse período. Atualmente, o tempo médio de atendimento é de aproximadamente uma hora e vinte minutos, podendo variar conforme a demanda e a gravidade dos casos atendidos.

Para melhorar a comunicação com os pacientes e acompanhantes, o Hospital São José também está desenvolvendo um painel informativo que mostrará o tempo estimado de espera, a classificação de risco e a quantidade de pacientes em atendimento, além de informar quando houver casos graves que exijam prioridade.

Durante o inverno, a procura pelo pronto-socorro aumenta significativamente devido ao crescimento das doenças respiratórias, como gripes, bronquiolites e outras infecções típicas da estação. Além disso, o hospital enfrenta períodos de superlotação, com pacientes aguardando leitos de internação e unidades de terapia intensiva, o que impacta diretamente no fluxo da emergência.

A orientação da equipe é que o hospital seja procurado em situações como falta de ar, febre alta acompanhada de sinais de gravidade, alterações importantes da pressão arterial e dificuldade respiratória, principalmente em crianças e idosos. Casos como dor de garganta, dores lombares, curativos e outros problemas de menor complexidade devem ser atendidos preferencialmente no Pronto Atendimento enquanto o serviço estiver em funcionamento.

Nos finais de semana e após as 20h, quando o PA está fechado, o Hospital São José permanece como referência para esses atendimentos. Ainda assim, todos os pacientes passam pela classificação de risco e são atendidos conforme a prioridade clínica.

A principal mensagem reforçada pela equipe é que nenhum paciente deixa de ser atendido. O sistema de classificação existe para garantir que os casos mais graves recebam assistência imediata, preservando vidas e organizando o fluxo da emergência de forma segura para toda a população.

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