Diabetes: especialista explica sintomas, prevenção e tratamento da doença que cresce de forma silenciosa

  • 29/04/2026
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Diabetes: especialista explica sintomas, prevenção e tratamento da doença que cresce de forma silenciosa

Em entrevista à Rádio Integração, endocrinologista destaca sinais de alerta, fatores de risco e reforça que, com acompanhamento, é possível ter qualidade de vida


Na tarde desta quarta-feira (29), o locutor Gabriel recebeu a endocrinologista Dra. Caroline Bassoto para uma entrevista sobre o diabetes, condição crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e que pode evoluir de forma silenciosa.

Durante a conversa, a médica explicou de maneira acessível o que caracteriza a doença. “O diabetes é marcado pelo aumento da glicose no sangue, causado pela produção insuficiente de insulina ou pela resistência à ação desse hormônio”, afirmou.

A especialista detalhou os principais tipos da doença. O diabetes tipo 1, mais comum em crianças e jovens, tem origem autoimune e ocorre quando o pâncreas produz pouca ou nenhuma insulina. Já o tipo 2 representa mais de 90% dos casos e está associado à resistência à insulina, frequentemente ligada à obesidade, sedentarismo e má alimentação. Há ainda o diabetes gestacional, que surge durante a gravidez, além de formas mais raras de origem genética.

Entre os sintomas de alerta, a médica destacou os chamados “excessos”: sede intensa, aumento da frequência urinária, fome exagerada e perda de peso sem explicação. Feridas de difícil cicatrização e infecções recorrentes também podem indicar a presença da doença.

A prevenção, segundo ela, está diretamente relacionada ao estilo de vida. Prática regular de atividade física, alimentação equilibrada, controle do peso e boa qualidade de sono são fundamentais. A endocrinologista também chamou atenção para o pré-diabetes, condição que já exige acompanhamento médico.

Quando não controlado, o diabetes pode levar a complicações graves, como doenças renais, problemas de visão — incluindo cegueira —, doenças cardiovasculares, como infarto e AVC, além de problemas de circulação que podem resultar em amputações.

A médica ressaltou ainda que o açúcar não é o único responsável pela doença. “O diabetes é multifatorial. A alimentação tem impacto, mas fatores como histórico familiar, sedentarismo e tabagismo também influenciam”, explicou.

O tratamento varia conforme cada caso e pode incluir mudanças no estilo de vida, uso de medicamentos e, quando necessário, insulina. “A insulina não é uma punição, mas uma reposição essencial quando o organismo não produz o suficiente”, destacou.

O acompanhamento médico contínuo é indispensável para o controle da doença, com exames regulares e monitoramento da glicose. A especialista também reforçou a importância da saúde mental, já que o cuidado diário pode gerar estresse em alguns pacientes.

Ao final da entrevista, a endocrinologista deixou uma orientação clara: “O mais importante é não ignorar os sinais, buscar acompanhamento e entender que, com orientação adequada, é possível conviver bem com o diabetes”.

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